Consumo e custo de transporte de água para a pulverização agrícola
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Data
2016-02-25
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Universidade Estadual do Norte do Paraná
Resumo
No meio rural, a água, dentre outras aplicações, é utilizada nas pulverizações agrícolas como solvente e veículo de aplicação de agroquímicos. Este trabalho teve como objetivo quantificar o consumo de água nas pulverizações agrícolas na safra 2014/15 e estimar o consumo de água para o ano de 2024 nas culturas de soja, cana-de-açúcar, algodão, milho e trigo, bem como estimar o custo da logística de transporte da água. Utilizou-se a média das frequências e dos volumes de água empregados nas aplicações de agroquímicos para as culturas avaliadas. Por meio de levantamento de campo realizado junto a 60 produtores rurais em 10 estados da Federação, participantes de programas de melhoria da qualidade da aplicação de agroquímicos, foi possível determinar características das propriedades rurais que subsidiaram a estimativa do custo relativo à logística de transporte da água. A cana-de-açúcar (185,91 L ha⁻¹) e o trigo (182,22 L ha⁻¹) apresentaram as maiores taxas de aplicação, enquanto o algodão (122,50 L ha⁻¹) apresentou a menor taxa. O Brasil consumiu, na safra 2014/2015, 41,87 Mm³ de água em aplicações de agroquímicos para atender à demanda das culturas avaliadas. Em 2024, o consumo de água ficaria em aproximadamente 18,35% do volume consumido em 2014/2015, caso todas as aplicações fossem realizadas com tecnologia que possibilita menor consumo de água dentre as disponíveis na agricultura. Em relação ao custo por m³ de água, observa-se que, à medida que aumenta o tamanho da propriedade rural, os custos tendem a elevar-se; no entanto, com o maior aproveitamento do equipamento transportador de água (caminhão-pipa), ocorre a diluição dos custos e, consequentemente, o custo por m³ de água reduz-se. A adoção de técnicas de aplicação de agroquímicos que reduzam o volume de água por área e alternativas que permitam reduzir a frequência das pulverizações pode contribuir para a preservação dos recursos hídricos e de suas reservas. O aumento da área cultivada favorece a adoção de tecnologias mais eficientes nas pulverizações e reduz o custo por m³ de água utilizada nas operações.
Abstract
In rural areas, water is used, among other purposes, in agricultural spraying as the solvent and carrier for agrochemical applications. This study aimed to quantify water consumption for agricultural spraying in the 2014/15 season and to estimate water requirements for 2024 for soybean, sugarcane, cotton, maize, and wheat, together with an estimate of water transport logistics costs. Average application frequencies and spray volumes recorded for the evaluated crops were used in the calculations. A field survey was carried out with 60 farmers across 10 Brazilian states participating in agrochemical application quality‑improvement programmes; the data collected enabled estimation of farm characteristics and associated water transport logistics costs. Sugarcane (185.91 L ha⁻¹) and wheat (182.22 L ha⁻¹) had the highest application volumes, while cotton (122.50 L ha⁻¹) had the lowest. Brazil consumed 41.87 Mm³ of water for agrochemical applications in the 2014/15 season to meet the requirements of the crops evaluated. Projected to 2024, water consumption could fall to approximately 18.35% of the 2014/15 volume if all applications adopted the most water‑efficient technology currently available in agriculture. Water transport costs per cubic metre tend to increase with farm size; however, higher utilisation rates of water‑delivery vehicles (water tankers) spread fixed charges over larger volumes, lowering the unit cost per m³. Adopting application techniques that reduce spray volume per hectare and strategies that lower spray frequency can help conserve available water resources and reserves. Larger cultivated areas favour the adoption of more efficient spraying technology and reduce the cost per m³ of water used.
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MORAES, Eder Dias de. Consumo e custo de transporte de água
para a pulverização agrícola. Orientador: Marco Antônio Gandolfo. 2016. 55 f. Dissertação (Mestrado em Agronomia) – Centro de Ciências Agrárias, Campus Luiz Meneghel, Universidade Estadual do Norte do Paraná, Bandeirantes, 2016.