Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano
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Navegando Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano por Autor "Guariglia, Débora Alves"
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- ItemAceitação e o efeito de uma sessão de caminhada logo após a quimioterapia em pacientes com câncer de mama: um estudo piloto(Universidade Estadual do Norte do Paraná, 2025-04-08) Silva, Evandro Luiz Cardoso da; Guariglia, Débora Alves; https://orcid.org/0000-0002-3774-1211; https://lattes.cnpq.br/2085783290451220Introdução: O exercício físico tem se mostrado um excelente aliado no tratamento do câncer, porém, a maior parte dos pacientes sob tratamento não conseguem realizar quantidade mínima de atividade física recomendada, dessa forma, a investigação de intervenções curtas ou agudas são importantes para tentar proporcionar benefícios da atividade física durante o tratamento. Objetivo: Esse é um estudo piloto com o objetivo de verificar a aceitação de mulheres em tratamento do câncer na realização de uma sessão de caminhada no dia da quimioterapia, bem como verificar o efeito dessa intervenção sobre a fadiga, dor e qualidade de vida percebidos na semana após a quimioterapia. Metodologia: O presente estudo consiste em uma intervenção com o modelo crossover aleatorizado em mulheres com câncer de mama. As pacientes foram acompanhadas em duas sessões de quimioterapia, uma com e uma sem a realização da caminhada. A caminhada consistiu em uma sessão de aproximadamente 40 minutos, em uma intensidade de 61 a 71% FC máxima. Foram avaliados os efeitos do exercício nos seguintes desfechos: fadiga (FACT-F), dor (Inventário Breve de Dor) e qualidade de vida (FACT-B+4). Os dados foram analisados através do programa estatístico SPSS versão 26, no qual a comparação entre os desfechos adotados, nos diferentes momentos, foi avaliada pelo teste t para amostras pareadas ou pelo teste de Wilcoxon. Resultados: Trinta pacientes com câncer de mama foram abordadas para participarem do estudo, mas apenas 14 aceitaram participar e dentre elas, 9 pacientes conseguiram realizar por completo os 40 minutos de caminhada. Foi observado uma melhora no domínio de bem-estar físico (p=0,04) uma semana após a caminhada apenas entre as pacientes que conseguiram realizar o tempo total de caminhada. Não houve alterações nos desfechos de fadiga e dor. Conclusão: Uma sessão de caminhada logo após a quimioterapia, melhorou o domínio de bem-estar físico avaliado uma semana após a intervenção, entretanto, para fadiga e dor não foram observadas diferenças após a intervenção. Ainda, nossos achados indicaram que mesmo realizando apenas uma sessão, realizar exercício após a quimioterapia pode não ser acessível a todas as pacientes.
- ItemEfeitos de duas sessões de dança em mulheres sobreviventes de câncer sobre passos/dia, ansiedade, depressão e qualidade de vida(Universidade Estadual do Norte do Paraná, 2025-08-08) Dias, Luiz Gustavo; Guariglia, Débora Alves; https://orcid.org/0000-0002-3774-1211; https://lattes.cnpq.br/2085783290451220Introdução: Estudos apontam que o número de casos de mulheres com câncer continua aumentando nos últimos anos, e se destaca em segundo lugar como o mais frequentemente diagnosticado com novos casos e causadores de morte. A prática de exercício físico se mostra um grande aliado para auxiliar durante e após o tratamento, proporcionando uma melhora em fatores psicológicos e fisiiológicos. Por outro lado, a redução da prática regular de exercício pode acabar piorando o quadro clínico da paciente aumentando os sintomas relacionados à ansiedade, depressão e piora da qualidade de vida. Objetivo: Analisar os efeitos de duas sessões de dança em mulheres sobreviventes de câncer sobre o nível de atividade física (passos/dia), ansiedade, depressão e qualidade de vida, durante um monitoramento de quatro semanas. Métodos: Estudo experimental caso-controle com 13 participantes (38–69 anos), recrutadas em Ourinhos-SP e Bandeirantes-PR. As participantes foram acompanhadas por quatro semanas, utilizando pedômetros para monitorar passos/dia e respondendo aos questionários HADS e WHOQOL-BREF. Foram realizadas duas sessões de dança de 50 minutos em cada grupo. Resultados: Observou-se diferença significativa no número de passos/dia apenas no período de 7 dias (p=0,039), indicando aumento transitório da atividade física. Não foram identificadas alterações significativas nos sintomas de ansiedade, depressão ou qualidade de vida. Conclusão: Duas sessões de dança podem atuar como estímulo inicial para maior movimentação diária, mas não são suficientes para promover mudanças na saúde mental e qualidade de vida. Estudos futuros devem investigar intervenções mais longas e frequentes para confirmar os benefícios da dança na reabilitação de sobreviventes de câncer.