Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano
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- ItemAceitação e o efeito de uma sessão de caminhada logo após a quimioterapia em pacientes com câncer de mama: um estudo piloto(Universidade Estadual do Norte do Paraná, 2025-04-08) Silva, Evandro Luiz Cardoso da; Guariglia, Débora Alves; https://orcid.org/0000-0002-3774-1211; https://lattes.cnpq.br/2085783290451220Introdução: O exercício físico tem se mostrado um excelente aliado no tratamento do câncer, porém, a maior parte dos pacientes sob tratamento não conseguem realizar quantidade mínima de atividade física recomendada, dessa forma, a investigação de intervenções curtas ou agudas são importantes para tentar proporcionar benefícios da atividade física durante o tratamento. Objetivo: Esse é um estudo piloto com o objetivo de verificar a aceitação de mulheres em tratamento do câncer na realização de uma sessão de caminhada no dia da quimioterapia, bem como verificar o efeito dessa intervenção sobre a fadiga, dor e qualidade de vida percebidos na semana após a quimioterapia. Metodologia: O presente estudo consiste em uma intervenção com o modelo crossover aleatorizado em mulheres com câncer de mama. As pacientes foram acompanhadas em duas sessões de quimioterapia, uma com e uma sem a realização da caminhada. A caminhada consistiu em uma sessão de aproximadamente 40 minutos, em uma intensidade de 61 a 71% FC máxima. Foram avaliados os efeitos do exercício nos seguintes desfechos: fadiga (FACT-F), dor (Inventário Breve de Dor) e qualidade de vida (FACT-B+4). Os dados foram analisados através do programa estatístico SPSS versão 26, no qual a comparação entre os desfechos adotados, nos diferentes momentos, foi avaliada pelo teste t para amostras pareadas ou pelo teste de Wilcoxon. Resultados: Trinta pacientes com câncer de mama foram abordadas para participarem do estudo, mas apenas 14 aceitaram participar e dentre elas, 9 pacientes conseguiram realizar por completo os 40 minutos de caminhada. Foi observado uma melhora no domínio de bem-estar físico (p=0,04) uma semana após a caminhada apenas entre as pacientes que conseguiram realizar o tempo total de caminhada. Não houve alterações nos desfechos de fadiga e dor. Conclusão: Uma sessão de caminhada logo após a quimioterapia, melhorou o domínio de bem-estar físico avaliado uma semana após a intervenção, entretanto, para fadiga e dor não foram observadas diferenças após a intervenção. Ainda, nossos achados indicaram que mesmo realizando apenas uma sessão, realizar exercício após a quimioterapia pode não ser acessível a todas as pacientes.
- ItemAdesão às diretrizes de condução de movimento-24 horas e desempenho acadêmico em estudantes do ensino básico(Universidade Estadual do Norte do Paraná, 2024-12-05) Godoy, Alessandro Bressan; Guedes, Dartagnan Pinto; http://lattes.cnpq.br/3133916929217420Antecedentes: A atividade física, o comportamento sedentário e a duração de sono são condutas do estilo de vida que, combinadas, integram o perfil de conduta de movimento no ciclo diário de 24 horas. Independentes umas das outras, está bem documentado na literatura a importância das três condutas para a saúde física e mental dos jovens. No que se refere aos desfechos educacionais, cada uma dessas três condutas de movimento isoladamente também está associada ao desempenho acadêmico de jovens do ensino básico. No entanto, para o nosso conhecimento, nenhum estudo anterior examinou a associação entre a adesão simultânea das três condutas de movimento e o desempenho acadêmico mediante resultados de testes padronizados reconhecidos nacionalmente. Objetivo: Identificar, por meio de estudo transversal de base escolar, a adesão independente e combinada às diretrizes de condutas de movimento-24 Horas para atividade física, comportamento sedentário e duração do sono e o desempenho acadêmico, aferido mediante testes padronizados de língua portuguesa e matemática em estudantes do ensino básico. Métodos: Trata-se de um recorte do Projeto Escola Promotora de Saúde, idealizado e implementado no Colégio Estadual Cívico-Militar André Seugling e no Colégio Estadual Cívico-Militar Monteiro Lobato. Optou-se por envolver estudantes matriculados unicamente em ambas unidades escolares, por conta das características longitudinais do projeto (experimentação de programas de educação em saúde), e por sua representatividade no universo da população estudantil de ensino básico da cidade de Cornélio Procópio, Paraná. A amostra foi constituída por estudantes de ambos os gêneros, matriculados do 6º ao 9º ano do ensino fundamental e do 1º ao 3º ano do ensino médio nas duas unidades escolares. A participação dos estudantes no estudo ocorreu por desejo em participar do experimento e mediante autorização dos pais ou responsáveis. A coleta de dados ocorreu nos meses de maio e junho de 2024 e foi realizada por uma equipe de investigadores conhecedores dos instrumentos e treinados em seus procedimentos. Além do desempenho acadêmico, aferido mediante resultado individual de testes padronizados de conhecimento vinculado aos componentes curriculares de língua portuguesa e matemática, através do Programa Estadual Prova Paraná Diagnóstico, os procedimentos de coleta dos dados constituíram da aplicação de questionário constituído por itens demográficos (gênero, ano de estudo e nível econômico familiar), e das condutas de movimento (atividade física, comportamento sedentário e duração de sono). Para tratamento dos dados, no que se refere às pontuações alcançadas nos testes padronizados de conhecimento em língua portuguesa, matemática e índice global (língua portuguesa + matemática), comparações entre os estratos formados foram realizadas mediante análises de variância multivariada e univariada, tendo-se como variável dependente o desempenho acadêmico e como variáveis independentes gênero, ano de estudo e classe econômica familiar, acompanhadas do teste post hoc de comparação múltipla de Bonferroni para localizar diferenças específicas. O eta-quadrado parcial (η²p) foi calculado para analisar o tamanho do efeito. A adesão individual e nas múltiplas combinações às diretrizes de condutas de movimento-24 horas foram identificadas mediante proporções pontuais e respectivos intervalos de confiança estratificadas de acordo com gênero e ano de estudo. Diferenças estatísticas entre os estratos foram analisadas mediante tabelas de contingências, envolvendo teste não-paramétrico de qui-quadrado (χ2) para tendência linear. A chance dos estudantes apresentarem índice global de desempenho acadêmico mais elevado associado às condutas de movimento-24 horas foi identificada por meio dos valores de odds ratio acompanhados de intervalos de confiança a 95%, calculados por intermédio de regressão logística binária com ajustes por gênero e ano de estudo. Para tanto, a amostra foi dicotomizada com base na distribuição de tercil de acordo com pontos-de-corte específicos por gênero e ano de estudo. O grupo de mais elevado desempenho acadêmico reuniu estudantes com pontuações ≥ 3º tercil. Resultados: As moças apresentaram pontuações significativamente mais elevadas no desempenho acadêmico equivalente à língua portuguesa (p < 0,001), enquanto os estudantes do ensino fundamental (6º ao 9º ano) pontuaram escores significativamente maiores em língua portuguesa (p < 0,001), matemática (p < 0,001) e no índice global (p < 0,001). Os estudantes estratificados nas três classes econômicas familiar não apontaram diferenças significativas nos indicadores de desempenho acadêmico. No geral, 10,1% (IC95% 9,4–10,8) dos estudantes relatou não aderir a nenhuma das diretrizes, enquanto 5,2% (IC95% 4,8–5,6) relataram aderir conjuntamente às três diretrizes. Proporção mais elevada de rapazes relatou aderir isoladamente à diretriz para atividade física (p < 0,001) e às diretrizes conjuntas para atividade física e duração de sono (p = 0,024). Em contrapartida, proporção significativamente maior de moças relatou adesão isolada à diretriz para comportamento sedentário baseado no tempo de tela recreativa (p = 0,018) e nas diretrizes combinadas para comportamento sedentário baseado em tempo de tela recreativa e duração de sono (p = 0,031). Enquanto isso, com o avanço dos anos de estudo proporção significativa maior de estudantes relataram não aderir a nenhuma diretriz integrada de condutas de movimento-24 horas (p < 0,001), enquanto proporção significativamente menor de estudantes do ensino médio relatou adesão às diretrizes individuais para atividade física (p = 0,045), comportamento sedentário baseado no tempo de tela recreativa (p = 0,029) e duração de sono (p = 0,037) em comparação com seus pares do 6º/7º ano do ensino fundamental. Em se tratando de adesão às diretrizes combinadas, proporção significativamente maior de estudantes dos anos iniciais do ensino fundamental relataram adesão conjunta às diretrizes para atividade física e comportamento sedentário baseado no tempo de tela recreativa (p = 0,047), diretrizes para atividade física e duração de sono (p = 0,048) e diretrizes para as três condutas de movimento-24 horas (p = 0,042) do que estudantes do ensino médio. Com relação à chance dos estudantes apresentarem desempenho acadêmico mais elevado associada às diretrizes integradas de condutas de movimento-24 horas, constatou-se que, seja em toda a amostra ou estratificada por gênero e ano de estudo, os estudantes que relataram aderir às diretrizes independentes para atividade física, comportamento sedentário baseada no tempo de tela recreativa e duração de sono não mostraram qualquer associação estatisticamente detectável com desempenho acadêmico. Contudo, foi constatado que adesão a duas e três diretrizes combinadas se associou de forma incremental e favorável ao mais elevado desempenho acadêmico. Estudantes que relataram aderir à diretriz para duração de sono em combinação com a diretriz para atividade física (OR = 1,62 [IC95% 1,13–2,54]; p = 0,031) e a diretriz para comportamento sedentário baseada no tempo de tela recreativa (OR = 1,84 [1,27–2,87]; p = 0,010) demonstraram chance significativamente maior de apresentar desempenho acadêmico mais elevado. Estudantes que relataram aderir conjuntamente as três diretrizes demonstraram duas vezes mais chance de apresentar desempenho acadêmico mais elevado do que seus pares que não aderiram a nenhuma das diretrizes de condutas de movimento-24 horas (OR = 2,04 [1,42–3,18]; p < 0,001). Tendência similar foi identificada ao considerar modelos específicos para gênero e ano de estudo; no entanto, existem indícios de que os efeitos de adesões combinadas de duas ou três diretrizes integradas de condutas de movimento-24 horas no desempenho acadêmico sejam menos intensos em estudantes do ensino médio. Ainda, foi detectado que aderir à combinação de duas ou três diretrizes apontou benefícios mais efetivos para o desempenho acadêmico na área de matemática do que de língua portuguesa; sobretudo se combinar a adesão à diretriz de atividade física com qualquer uma das outras duas diretrizes. Os estudantes que relataram aderir conjuntamente às três diretrizes de condutas de movimento-24 horas demonstraram chance superior a duas vezes mais de apresentar desempenho acadêmico mais elevado na área de matemática do que seus pares que relataram não aderir a nenhuma das diretrizes (OR = 2,21 [IC95% 1,58–3,45], p < 0,001), enquanto na área de língua portuguesa a chance de apresentar desempenho acadêmico mais elevado foi de 89% (OR = 1,89 [IC95% 1,30–2,95], p = 0,007). Conclusão: Como evidenciado no atual estudo, condutas de movimento-24 horas apresentou efeito aditivo positivo no desempenho acadêmico de estudantes do ensino básico; logo, delinear, implementar e monitorar políticas e estratégias abrangentes de bem-estar deve ser uma prioridade para formuladores de políticas públicas, gestores educacionais, professores e estudantes.
- ItemDiferentes estratégias para as aulas de educação física e o impacto sobre a intensidade dos esforços, as percepções e o engajamento dos escolares(Universidade Estadual do Norte do Paraná, 2024-04-24) Gonçalves, Marcelo José Resende; Silva, Carla Cristiane da; https://orcid.org/0000-0001-9390-7661; http://lattes.cnpq.br/5330803795655133Background & purpose: Previous studies have indicated that Physical Education classes do not provide sufficient time in moderate to vigorous intensity physical activity (MVPA) according to recommendations by international organizations. Thus, this study aimed to compare the intensity achieved using different strategies in Physical Education classes, and secondarily to investigate the fun, motivation, and engagement of students. Methods: In total, 52 students were included, 23 girls and 29 boys. A recreational strategy and an additional circuit/HIIT class were applied and compared with a traditional class. All classes were structured with the content of games and activities. The intensity was monitored using a portable heart rate monitor and the subjective perception of exertion (RPE) was recorded. For comparisons between each class strategy, the Kruskal-Wallis test and Dunn's test were applied to locate significant differences (P<0.05), as well as for comparisons of heart rate (HR) and RPE. Qualitative data are presented as percentages of interview responses. Results: The circuit/HIIT and recreational strategy showed significant superiority (P<0.01) in the proportions of time in MVPA compared to the traditional class. The RPE supported the quantitative results of HR in class intensities. The qualitative results showed that the recreational class gained the highest number of positive responses, followed by the traditional class, while the circuit/HIIT received fewer positive responses. Conclusion: The circuit/HIIT was the strategy that achieved the highest percentages in MVPA, followed by the recreational and traditional classes. All classes achieved values greater than 50% of class time in MVPA. Qualitatively, the results showed greater fun, motivation, and engagement among students in the recreational model, followed by the traditional class, and, finally, the circuit/HIIT.
- ItemEfeito agudo da Terapia de Fotobiomodulação sobre a resistência muscular: uma revisão sistemática e meta-análise(Universidade Estadual do Norte do Paraná, 2024-08-14) Aguirra, Pablo; Aguiar, Andreo Fernando; https://orcid.org/0000-0003-3337-2444; http://lattes.cnpq.br/0004657477950633Objetivo: A proposta deste trabalho foi conduzir uma meta-análise para investigar os possíveis efeitos da terapia de fotobiomodulação (TFBM), e a influência de potenciais fatores moderadores (fonte de luz [laser vs. diodos emissores de luz, LEDs], membro tratado [m. superior vs. m. inferior], sexo [homens vs. mulheres], e dose irradiada), sobre o número de repetições máximas em exercício resistidos em adultos saudáveis. Métodos: Uma pesquisa eletrônica foi conduzida nas bases de dados PubMed, Web of Science, Scopus, SportDiscus, CENTRAL e Embase, até maio de 2024. Os critérios de elegibilidade foram determinados pelo método PICO. O risco de viés dos estudos incluídos foi analisado por meio da ferramenta RoB 2, e a qualidade/certeza da evidência foi determinada pelo sistema GRADE. Os dados foram agrupados usando o modelo de efeito fixo, e expressos como diferença média padroniza (DMP) e intervalo de confiança de 95% (IC 95%). Resultados: Treze estudos foram incluídos na análise (n = 186 participantes). Houve um efeito global a favor da TFBM, comparado ao placebo (DMP95% = 0,44, p < 0,0001). Houve um efeito significante a favor do laser, comparado ao placebo (DMP95% = 0.53, p < 0,0001), mas não a favor dos LEDs (DMP95% = 0,22, p = 0,28). Na comparação entre os subgrupos, não houve diferença significante entre o laser vs. LEDs (interação, p = 0,15). Houve uma efeito significante da TFBM em ambos os membros inferiores (DMP95% = 0,36, p = 0,013) e superiores (DMP95% = 0,54, p < 0,001), comparados ao placebo. Na comparação entre os subgrupos, não houve diferença significante nos efeitos da TFBM entre os m. superiores vs. superiores (interação, p = 0,36). Houve uma efeito significante da TFBM, comparado ao placebo, nos estudos envolvendo somente homens (DMP95% = 0,61, p < 0,0001) e homens + mulheres (DMP95% = 0,43, p = 0,02), mas nenhum efeito foi encontrado nos estudos envolvendo somente mulheres (DMP95% = 0,17, p = 0,41). Na comparação entre os subgrupos, não houve diferença significante nos efeitos da TFBM entre os homens vs. mulheres vs. homens + mulheres (interação, p = 0,30). Não houve um efeito dose-resposta da TFBM (Slope; p = 0,68). Conclusão: A TFBM com laser (contrário aos LEDs) aumenta o número de repetições máximas em exercício resistido dinâmico em adultos jovens saudáveis, e este efeito parece não ser dose-dependente. A TFBM é eficaz para ambos os membros do corpo, com maior magnitude de efeito para os músculos do membro superior (bíceps braquial). Além disso, a TFBM apresentou eficácia somente nos estudos que incluíram homens. Os estudos apresentaram classificação boa a excelente, e a qualidade/certeza da evidência foi considerada moderada.
- ItemEfeito agudo dos exercícios de Pilates sobre a pressão arterial em mulheres: ensaio crossover randomizado(Universidade Estadual do Norte do Paraná, 2025-04-10) Roldão, Bruna Rocha de Oliveira; Elias, Rui Gonçalves Marques; http://lattes.cnpq.br/2879582936542572Introdução: A hipertensão arterial é caracterizada pela elevação persistente dos níveis pressóricos sendo ≥140/90 mmHg. O risco de hipertensão aumenta com a idade, principalmente em mulheres que tem um menor risco até a menopausa. Por outro lado, os exercícios de Pilates tem sido utilizado no tratamento da doença com efeito hipotensor agudo sobre a pressão arterial podendo durar até 24 horas após uma única sessão. Objetivo: Verificar o efeito agudo dos exercícios de Pilates sobre a pressão arterial em mulheres. Método: O estudo contou com 15 mulheres com mais de 50 anos e pressão arterial elevada, em delineamento crossover randomizado. As participantes realizaram sessões agudas de caminhada (60–70% da FCmáx) e Pilates (10 exercícios), com duração de 50 minutos e intervalo de wash-out mínimo de 6 dias. A avaliação controle foi realizada juntamente com a triagem inicial, sem prática de exercícios. Durante as intervenções, foram avaliadas a frequência cardíaca, percepção de esforço e resposta afetiva em 10 momentos. A pressão arterial foi monitorada por meio da Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial com registro de 24 horas. Resultados: O estudo não apresentou resultados significativos entre as intervenções. As avaliações das escalas psicométricas apresentaram um aumento na relação afetiva sobre o protocolo do Método Pilates e os valores da FC se mantiveram durante a prática. Conclusão: Uma única sessão de exercícios de Pilates não foi suficiente para reduzir os níveis de pressão arterial, no entanto mais estudos são necessários para confirmar a aplicabilidade clínica.
- ItemEfeitos da fotobiomodulação sobre o desempenho de corrida em adultos jovens treinados(Universidade Estadual do Norte do Paraná, 2022-12-08) Nascimento, Ana Paula do; Aguiar, Andreo Fernando; https://orcid.org/0000-0003-3337-2444; http://lattes.cnpq.br/0004657477950633Introdução: A terapia de fotobiomodulação (FBM) tem sido amplamente utilizada como uma estratégia ergogênica para melhorar o desempenho físico no contexto da saúde e esporte. No entanto, poucos estudos investigaram os efeitos da FBM no desempenho de corrida e os resultados permanecem contraditórios. Objetivo: Investigar o possível efeito dose-resposta da terapia de FBM sobre marcadores de desempenho de corrida em adultos jovens treinados (Estudo 1 – Ensaio Clínico Randomizado) e analisar a literatura atual sobre os efeitos da terapia de FBM no desempenho de corrida (Estudo 2 – Revisão Sistemática). Métodos: No estudo 1 foi empregado um desenho crossover, randomizado, duplo-cego e controlado com placebo, a fim de investigar os efeitos de diferentes doses de FBM (300 J, 900 J e 1260 J) sobre marcadores de desempenho de corrida na prova de 5 km. No estudo 1 foi empregado um ensaio clínico randomizado, duplo-cego, com delineamento crossover, no qual foram avaliados 18 corredores recreacionais de ambos os sexos (14 homens e 4 mulheres). Os participantes foram submetidos a 5 momentos de avaliação (M1–M5), separados por um período de washout de 2 semanas. No momento M1 foi realizada a coleta de dados basais (triagem e antropometria) e um teste de 5 km para a familiarização. Nos momentos M2–M5 os participantes receberam os tratamentos com FBM inativa (placebo) e FBM ativa (300 J, 900 J e 1260 J), de modo contrabalanceado, imediatamente antes do teste de corrida de 5 km. As doses de irradiação foram aplicadas no músculo quadríceps, isquiotibial e gastrocnêmio de ambas as pernas, por meio de um dispositivo contendo diodos emissores de luz (LEDs). As seguintes variáveis foram analisadas: tempo total e parcial de prova, percepção subjetiva de esforço (PSE) nos momentos pré, a cada 400 m e após o teste, e o nível de fadiga mental nos momentos pré e pós-teste. No estudo 2 foi realizada uma revisão sistemática da literatura nas bases de dados PubMed/Medline e Cochrane Library, a fim de determinar os efeitos ergogênicos da FBM sobre o desempenho de corrida em adultos jovens saudáveis. Os dados do estudo 1 e 2 foram submetidos a análise estatística apropriada. Resultados: Estudo 1 – Não houve diferença estatisticamente significante (p > 0,05) no tempo de corrida e na PSE entre as condições de tratamento (placebo vs. 300 J vs. 900 J vs. 1260 J). Houve aumento significante (p < 0,05) da fadiga mental após o teste de 5 km nas condições placebo, 300 J e 900 J, sem alteração (p > 0,05) com a irradiação de 1260 J. Estudo 2 – Não observamos um efeito geral a favor da terapia de FBM sobre o desempenho de corrida (SMD 95% = 0,13 [−0,03; 0,28]; p = 0,11). Conclusões: A terapia de FBM nas doses de 300, 900 e 1260 J não melhorou o tempo de prova e a PSE, mas atenuou o aumento da fadiga mental na dose de 1260 J após o teste de corrida de 5 km em adultos jovens treinados. A análise metaanalítica da literatura não constatou um efeito significante da FBM, comparada à condição placebo, sobre o desempenho de corrida (tempo contrarrelógio e tempo até exaustão).
- ItemEfeitos da suplementação de l-citrulina associada ao treinamento intervalado de alta intensidade sobre a massa muscular e percentual de gordura em pessoas idosas: uma revisão sistemática e meta-análise(Universidade Estadual do Norte do Paraná, 2025-02-22) Castelão, Letícia Gomes; Aguiar, Andreo Fernando; https://orcid.org/0000-0003-3337-2444; https://lattes.cnpq.br/0004657477950633Introdução: Estratégias de intervenção como o exercício físico e a suplementação nutricional estão relacionadas a melhorias na massa muscular e composição corporal de pessoas idosas. A combinação do treinamento intervalado de alta intensidade (HIIT) com a suplementação de lcitrulina (CIT) pode ser uma estratégia eficaz. Embora vários estudos tenham investigado os efeitos da CIT combinado ao exercício físico em pessoas idosas, até o momento, não há estudos meta-analíticos que confirmem sua eficácia especificamente com o HIIT. Objetivo: O objetivo desta meta-análise foi investigar os efeitos da CIT combinada com HIIT, no aumento da massa muscular e redução de gordura corporal em pessoas idosas. Métodos: Foram pesquisados sistematicamente ensaios clínicos randomizados (ECRs) nas seguintes bases de dados: PubMed, Web of Science, Embase, SPORTDiscus, CENTRAL e Scopus (última atualização em: 15 de outubro de 2024). Os critérios de elegibilidade foram definidos conforme a estratégia PICO. Os principais desfechos analisados foram massa magra e massa gorda, e os dados foram reunidos por meio do modelo de efeito fixo e expressos como diferença média padronizada e intervalo de confiança (IC) de 95%. O risco de viés foi avaliado por meio da escala PEDro, e a certeza da evidência foi analisada pelo sistema GRADE. Resultados: Quatro estudos (n = 221 participantes) foram incluídos. Não houve diferenças entre a suplementação de CIT associado ao HIIT nos ganhos de massa muscular (SMD = -0,001) e redução do percentual de gordura (SMD = -0,186) em comparação a condição placebo. Conclusão: Nossos achados indicam que a suplementação de CIT não traz benefícios adicionais quando combinada ao HITT no aumento da massa magra e redução de massa gorda na população idosa. No entanto, esses resultados devem ser interpretados com cautela, uma vez que a literatura ainda apresenta um número escasso de estudos envolvendo a CIT combinada com HIIT, resultando em certeza de evidência classificada como baixa. Estudos adicionais com tamanhos de amostra adequados são necessários para aumentar o poder estatístico em futuros estudos de meta-análises e, assim confirmar a (in)eficácia ergogênica da suplementação de CIT sobre esses desfechos.
- ItemEfeitos de duas sessões de dança em mulheres sobreviventes de câncer sobre passos/dia, ansiedade, depressão e qualidade de vida(Universidade Estadual do Norte do Paraná, 2025-08-08) Dias, Luiz Gustavo; Guariglia, Débora Alves; https://orcid.org/0000-0002-3774-1211; https://lattes.cnpq.br/2085783290451220Introdução: Estudos apontam que o número de casos de mulheres com câncer continua aumentando nos últimos anos, e se destaca em segundo lugar como o mais frequentemente diagnosticado com novos casos e causadores de morte. A prática de exercício físico se mostra um grande aliado para auxiliar durante e após o tratamento, proporcionando uma melhora em fatores psicológicos e fisiiológicos. Por outro lado, a redução da prática regular de exercício pode acabar piorando o quadro clínico da paciente aumentando os sintomas relacionados à ansiedade, depressão e piora da qualidade de vida. Objetivo: Analisar os efeitos de duas sessões de dança em mulheres sobreviventes de câncer sobre o nível de atividade física (passos/dia), ansiedade, depressão e qualidade de vida, durante um monitoramento de quatro semanas. Métodos: Estudo experimental caso-controle com 13 participantes (38–69 anos), recrutadas em Ourinhos-SP e Bandeirantes-PR. As participantes foram acompanhadas por quatro semanas, utilizando pedômetros para monitorar passos/dia e respondendo aos questionários HADS e WHOQOL-BREF. Foram realizadas duas sessões de dança de 50 minutos em cada grupo. Resultados: Observou-se diferença significativa no número de passos/dia apenas no período de 7 dias (p=0,039), indicando aumento transitório da atividade física. Não foram identificadas alterações significativas nos sintomas de ansiedade, depressão ou qualidade de vida. Conclusão: Duas sessões de dança podem atuar como estímulo inicial para maior movimentação diária, mas não são suficientes para promover mudanças na saúde mental e qualidade de vida. Estudos futuros devem investigar intervenções mais longas e frequentes para confirmar os benefícios da dança na reabilitação de sobreviventes de câncer.
- ItemEfeitos do alongamento em um programa de Pilates na aptidão musculoesquelética: um ensaio clínico randomizado(Universidade Estadual do Norte do Paraná, 2023-05-02) Reis, Alex Lopes dos; Oliveira, Raphael Gonçalves de; http://lattes.cnpq.br/6247518975926252Introdução: A flexibilidade, força, potência e resistência muscular são componentes importantes da aptidão musculoesquelética, tanto para atletas de diferentes modalidades, ao impactar no desempenho esportivo, como para não atletas, por impactar no desempenho de atividades da vida diária. Alguns programas de exercício físico utilizam-se de exercícios específicos para o desenvolvimento destes componentes na mesma sessão. No entanto, a literatura científica questiona o impacto dos exercícios de alongamento quando executados imediatamente antes do treino de fortalecimento muscular. Uma modalidade de exercício físico que tipicamente utiliza exercícios de alongamento precedendo exercícios de fortalecimento muscular é o Pilates. Contudo, até o momento, nenhum estudo investigou os efeitos do alongamento em um programa de Pilates sobre o desenvolvimento de componentes da aptidão musculoesquelética. Objetivo: Analisar os efeitos do alongamento em um programa de exercícios de Pilates no desenvolvimento de flexibilidade, força, potência e resistência muscular. Métodos: Trinta e duas mulheres sedentárias foram randomizadas em dois grupos: Pilates tradicional (GPT), que executou exercícios de flexibilidade e de fortalecimento muscular (n = 16; idade = 27,44 ± 5,70; IMC = 21,64 ± 1,49); e Pilates Não Tradicional (GPNT), que executou apenas exercícios de fortalecimento muscular (n = 16; idade = 29,00 ± 7,59; IMC = 21,19 ± 1,76). Os protocolos de treinamento com exercícios de Pilates para ambos os grupos foram idênticos, com a exceção dos exercícios de alongamento, que foram realizados no início das sessões apenas para o GPT. As sessões ocorreram 3x por semana, em dias alternados, até completar 24 sessões (8 semanas). O protocolo foi composto por 20 exercícios para o GPT e 15 exercícios para o GPNT. A progressão de carga ocorreu a cada duas semanas. Os grupos foram avaliados pré e pós-intervenção por intermédio dos seguintes testes: 1 Repetição Máxima (1 RM) com resistência elástica para extensores e flexores de joelho do membro dominante, salto vertical, abdominal em 1 minuto, resistência das costas (Sorensen), força de preensão manual e sentar-e-alcançar. Para análise estatística foi utilizado o teste t de Student para amostras dependentes nas comparações intragrupos. Para dados não paramétricos foi utilizado o teste de Wilcoxon. Na comparação intergrupos foi utilizado o teste de covariância (Ancova) tendo os dados de linha de base como covariável. Para os dados não paramétricos, foi calculado o delta (Δ) da diferença dos resultados entre a pré e a pós-intervenção e posteriormente, realizado o teste U-Mann Whitney. O tamanho do efeito foi calculado pelo Cohens’d. Resultados: Os grupos foram diferentes apenas para o teste de flexibilidade (Δ: GPT = 4,19 ± 4,76 cm vs. GPNT = 0,81 ± 2,78 cm; d = 0,87; p = 0,035) no momento pós-intervenção. As comparações intragrupo demonstraram diferenças significativas (p < 0,05) para o GPT e GPNT na melhora da força muscular dos extensores e flexores do joelho e potência muscular de membros inferiores (salto vertical), com tamanhos de efeito variando de moderado à grande. Apenas o GPT apresentou melhora significativa (p < 0,05) intragrupo para flexibilidade, com grande tamanho de efeito. Conclusão: Nossos achados demonstraram que exercícios de alongamento em um programa de Pilates não prejudicaram ou potencializaram o desenvolvimento de força, potência e resistência muscular em mulheres jovens. No entanto, apenas o programa de Pilates com alongamento possibilitou a melhora da flexibilidade.
- ItemEfeitos dos exercícios de Pilates no alinhamento postural: revisão sistemática e metanálise(Universidade Estadual do Norte do Paraná, 2024-04-19) Roque , Graziella Cristina; Oliveira, Laís Campos de; http://lattes.cnpq.br/1621658942171919INTRODUÇÃO: Os desalinhamentos posturais são um importante problema de saúde em todo o mundo, e intervenções baseadas em exercício físico, frequentemente são utilizadas para melhora postural. Nos últimos anos, os exercícios de Pilates tem sido uma das modalidades mais procuradas tanto para aumentar o condicionamento físico quanto para reabilitação, sendo comum seu uso em casos de desalinhamentos posturais. Contudo, existe uma escassez dentro da literatura em relação a estudos com alto rigor metodológico, que investiguem essa temática. OBJETIVO: Verificar os estudos do tipo ECRs em relação aos efeitos dos exercícios de Pilates no alinhamento postural. MÉTODOS: Foi realizada uma busca sistematizada na literatura e procedimento estatístico de metanálise. Foram considerados elegíveis os ECRs que utilizaram como intervenção os exercícios de Pilates e como desfecho avaliação do alinhamento postural. As buscas foram realizadas nas seguintes bases de dados: PubMed; EMBASE; CENTRAL; CINAHL; Web of Science; LILACS; SportDiscus e PEDro. A avaliação do risco de viés e qualidade metodológica foram realizadas pela escala PEDro. A qualidade/certeza da evidência foi observada pelo sistema GRADE. Para metanálise, a medida de efeito foi uma diferença da média padronizada entre os grupos no momento pósintervenção. A heterogeneidade foi quantificada pela estatística I2 e pelo teste de Cochrane Q. Os valores referentes ao efeito do tratamento, foram considerados significativos quando p < 0,05. Todas as análises foram realizadas utilizando o programa RevMan, versão 5.4. RESULTADOS: Inicialmente, 923 registros foram localizados. Após o processo de triagem foram incluídos 15 ECRs na revisão sistemática. Não foi utilizado filtro que limitasse o ano de publicação. Os ECRs incluídos foram publicados entre os anos de 2012 até 2023. A avaliação da qualidade metodológica, demonstrou que dos 15 estudos incluídos, sete foram de alta qualidade (escore PEDro ≥ 6 pontos), com escore médio entre os estudos de 5,6 pontos. A análise qualitativa demonstrou dispersão entre os ECRs, no que diz respeito as abordagens e as dosagens utilizadas. Não houve resultados significativos para nenhum dos desfechos avaliados. A avaliação da qualidade da evidência pelo sistema GRADE foi considerada baixa ou muito baixa. Além disso, não foi possível realizar subanálises, para verificar outros desfechos, visto que não haviam estudos suficientes para as comparações. CONCLUSÃO: Como em todos os ECRs os segmentos corporais analisados demonstraram uma qualidade de evidência baixa ou muito baixa, e não foram observados resultado significativo a favor do Pilates, até o momento, os profissionais de saúde devem utilizar os exercícios de Pilates com cautela quando o objetivo estiver atrelado a melhora postural, até que novos ECRs com alto rigor metodológico sobre essa temática, sejam desenvolvidos.
- ItemEfeitos psicofisiológicos do Precondicionamento Isquêmico em praticantes de Mountain Bike(Universidade Estadual do Norte do Paraná, 2023-05-18) Amaral Neto, Anibal Pires do; Santos, Claudinei Ferreira dos; http://lattes.cnpq.br/3714147530384082Introdução: O precondicionamento isquêmico é uma técnica que se utiliza de curtos momentos de isquemia induzida seguida por reperfusão. Ela inicialmente tinha como objetivo minimizar danos a tecidos submetidos a eventos isquêmicos através de um possível efeito protetor. Atualmente tem surgido algumas evidências de benefícios no desempenho esportivo, mas devido a diferenças metodológicas de avaliação e aplicação da técnica, os resultados ainda são controversos. Objetivos: Analisar os efeitos do precondicionamento isquêmico aplicado 45 minutos antes de um teste de tempo até a exaustão, em intensidade submáxima, sobre os indicadores psicofisiológicos associados ao desempenho em praticantes de Mountains Bike. Métodos: O estudo foi desenvolvido como um ensaio clínico randomizado cruzado através de duas intervenções, um protocolo de precondicionamento isquêmico (PCI) com uma pressão de oclusão de 220mmHg e um protocolo de precondicionamento isquêmico falso (SHAM), com pressão de oclusão de 20mmHg, ambos sendo realizados com quatro séries de cinco minutos de oclusão seguidos de reperfusão pelo mesmo período. Foram recrutados por conveniência participantes do sexo masculino, saudáveis, com idade entre 25 e 45 anos, com experiência anterior em treinamento de pelo menos um ano. Em uma primeira visita ao laboratório os participantes realizaram um teste incremental para familiarização e identificação da potência de pico e nas visitas subsequentes, após aplicação dos protocolos, submetidos a testes de tempo até a exaustão (TTE), com uma carga correspondente a 75% da potência de pico. Foram registradas as notas de percepção subjetiva de esforço (PSE) a cada três minutos e nos últimos seis minutos do TTE foram analisados os dados de frequência cardíaca (FC6min), índices de variabilidade da frequência cardíaca (VFC) no domínio do tempo: MédiaRR e RMSSD e no domínio da frequência o índice LF/HF. Os dados foram analisados no Software IBM SPSS Statistics, versão 25.0, sendo a normalidade dos dados verificada através do teste de ShapiroWilk, comparação dos protocolos através do teste “t” de Student e identificação do tamanho do efeito através do “g” de Hedges, sendo os dados descritivos apresentados como média e desvio padrão. Resultados: As variáveis TTE, FC6min e RMSSD não apresentaram diferenças, no entanto, os índices de VFC: Média RR 6min e LF/HF apresentaram diferenças significativas, com um tamanho de efeito considerável para LF/HF (p=0,021 e g=-1,33, IC95% -2,13 a -0,24). Para a PSE foi verificado que a maior parte dos participantes atribuiu uma nota menor na escala após a aplicação do PCI, quando comparado com aqueles que indicaram esforço maior ou igual. Conclusão: A realização do PCI 45minutos antes de um teste submáximo de tempo até a exaustão pode reduzir a PSE e influenciar nas respostas do sistema nervoso autônomo, especialmente na redução da resposta simpática durante o esforço.
- ItemImpacto da suplementação de citrulina malato no desempenho de testes aeróbicos e anaeróbicos em ciclistas(Universidade Estadual do Norte do Paraná, 2024-04-30) Campos Neto, Eurico Lara de; Santos, Claudinei Ferreira dos; http://lattes.cnpq.br/3714147530384082Introdução: A musculatura esquelética possui diversas vias metabólicas para suprir as necessidades energéticas durante esforços físicos, seja em competições ou lazer. Nesse contexto, a suplementação de citrulina malato tem ganhado destaque. Este suplemento pode melhorar o desempenho físico ao aumentar a produção de óxido nítrico, reduzir a fadiga muscular e acelerar a recuperação pós-exercício. No ciclismo mountain bike, esses benefícios podem resultar em maior resistência, melhor desempenho e recuperação mais rápida entre os treinos. Objetivo: Verificar a suplementação a curto prazo de citrulina malato utilizada por sete dias consecutivos promove a melhora no efeito residual de um teste aeróbico sobre um teste anaeróbico de ciclistas. Metodologia: O estudo foi um crossover, randomizado, duplo cego, controlado por placebo, com ciclistas masculinos. Os participantes foram divididos em dois momentos, recebendo suplementação de citrulina malato ou placebo. Cada indivíduo recebeu sachês de 8g diárias de citrulina malato acrescidos de 8g de dextrose, enquanto a condição placebo recebeu apenas 8g de dextrose. Os protocolos de testes incluíram um teste de exaustão para avaliar a potência aeróbica e um teste de Wingate para medir a potência anaeróbica dos ciclistas. Resultados: Ao final, foi observado que a ingestão de citrulina malato durante um período de sete dias consecutivos não promoveu melhorias significativas no desempenho de um teste aeróbico (187,11±41,76 watts com placebo vs. 205,22±50,67 watts com citrulina malato). Consequentemente, também não houve melhora no desempenho anaeróbico dos ciclistas amadores (673,41±51,95 watts com placebo vs. 680,5±77,75 watts com citrulina malato). Conclusão: No final, observou-se que a ingestão de citrulina malato durante um período de sete dias consecutivos não promoveu melhorias no desempenho em um teste aeróbico e, consequentemente, não melhorou o desempenho anaeróbico de ciclistas amadores.
- ItemRelação entre a força muscular e os parâmetros da impedância bioelétrica total e localizada em adultos(Universidade Estadual do Norte do Paraná, 2024-12-05) Vaz, Brenda Carla de Sene; Ezequiel, Moreira Gonçalves; https://orcid.org/0000-0001-8470-9479; http://lattes.cnpq.br/3712055715302474Introdução: A análise de impedância bioelétrica (BIA) tem sido associada a variáveis de saúde importantes, para além da composição corporal, como o desempenho muscular. A BIA realizada de forma localizada em grupos musculares especificos (L-BIA) pode fornecer informações sobre a fisiologia e a integridade dos músculos analisados e auxiliar na compreensão da sua relação com força muscular, o que poderia facilitar a avaliação e monitoramento do desempenho de indivíduos em programas de treinamento resistido de forma prática, rápida e não invasiva. Objetivo: Verificar a relação entre a força muscular determinada pelo dinamômetro isocinético e os parâmetros da BIA e L-BIA em adultos jovens de ambos os sexos. Métodos: Trata-se de um estudo transversal. No total, 66 universitários (18 a 30 anos) foram incluídos no estudo (41 mulheres). Foram determinados massa gorda (MG em Kg) e relativa (%MG) e tecido mole magro (TMM em Kg) pela absorciometria por dupla emissão de raio-x (DXA), resistência (R), reactância (Xc) e ângulo de fase (AngF) total e localizada nos músculos do quadríceps (coxa) utilizando um equipamento de BIA tetrapolar unifrequência de 50 khz e o Pico de torque (PT) e pico de torque médio (PTM) isométrico e isocinético de extensão do joelho utilizando o dinamômetro isocinético. Resultados: O TMM foi a variável que melhor explicou a variância do PT e PTM isométrico e isocinético em ambos os sexos (R²ajust: ≥0,60; p<0,001). No sexo masculino, as variáveis R-total, Xc-total e Xc-coxa apresentaram maiores relações com os indicadares de força muscular (R²ajust: 0,25 a 0,45; p<0,05). No grupo feminino, a R-total e R-coxa foram os parâmetros da BIA que apresentaram maiores relações com os indicadares de força muscular (R²ajust: 0,25 a 0,46; p<0,05). Sendo, a R-coxa, o único parâmetro que explicou de forma significativa (β: -0,292; p=0,029) e independente do TMM um indicador de força muscular (PTM isométrico), todos os outros parâmetros da BIA total ou da coxa não demonstraram relações significativas de forma independente, quando ajustados pelo TMM. Na comparação entre os tercis do TMM, em ambos os sexos, foi observado que a quantidade de TMM influenciou na força muscular e nos parâmetros da BIA total e da coxa (p<0,05). Conclusão: Em nossa amostra, observamos relações significativas entre as variáveis da BIA total e localizada e as variáveis de força muscular em ambos os sexos, essas relações foram mais importantes considerando as variáveis R-total, Xc-total e Xc-coxa, no grupo masculino e R-coxa no grupo feminino. No entanto, com exceção da R-coxa no grupo feminino, que foi um preditor independente do PTM isométrico, todas as relações foram dependentes do TMM.
- ItemRelação entre os parâmetros da impedância bioelétrica localizada e indicadores de desempenho em mulheres jovens(Universidade Estadual do Norte do Paraná, 2023-04-28) Bueno, Aryanne Hydeko Fukuoka; Gonçalves, Ezequiel Moreira; https://orcid.org/0000-0001-8470-9479; http://lattes.cnpq.br/3712055715302474A análise de impedância bioelétrica (BIA) é um método simples, rápido e seguro para estimar a composição corporal. Mais recentemente, a BIA tem sido utilizada de forma localizada (LBIA) para avaliar grupos musculares específicos, em lesões e doenças e no desempenho durante o exercício principalmente de membros superiores. Entretanto, pouco se sabe sobre a possível relação da L-BIA no desempenho de força e potência muscular de membros inferiores, principalmente no sexo feminino. Objetivo: Verificar a relação entre os parâmetros da L-BIA e indicadores de desempenho em jovens do sexo feminino. Métodos: Trata-se de um estudo transversal, com 30 jovens do sexo feminino de 18 a 30 anos. As avaliações dos parâmetros da L-BIA, resistência (L-R), reatância (L-Xc), ângulo de fase (L-AngF) foram no quadríceps pré e pós os testes de força (exercício de séries múltiplas de joelho no dinamômetro isocinético) e potência muscular (protocolo de wingate) e também foram calculadas as alterações pré e pós testes (Δ). O tecido mole magro (TMM) e o percentual de massa gorda (%MG) total e da perna direita, foram determinas pela absorciometria por dupla emissão de raios x (DXA). As comparações foram realizadas pela Análise de Variância para medidas repetidas e teste t de Student pareado e a relação entre as variáveis pela análise de regressão linear. Resultados: Houve diferenças significativas na L-R (p=0,001; p=0,002), L-Xc (p=0,043; p=0,001) e circunferência de coxa (p<0,001; p=0,002) pré e pós séries múltiplas e wingate, respectivamente. O ∆L-AngF (Ω) apresentou correlação significava na 1° (p<0,001), 2° (p=0,002) e 3° série (p=0,004), explicando 39%, 28% e 24% da variação do pico de torque da 1°, 2° e 3° série, respectivamente, permanecendo significativo na 1° série do pico de torque e média do pico de torque independente do TMM total e da coxa (p<0,05). A L-R pré e pós wingate apresentou correlação significativa negativa com os watts médio (p=0,022; p=0,014), explicando 14% e 17% da variação. O L-AngF pós wingate apresentou correlação significativa com os watts máximo/kg (p=0,020), explicando 15% da variação, enquanto o TMM total e da coxa explicaram 62% e 44% da variação dos watts médio, respectivamente. O TMM total e da coxa foram significativos de forma independente (p<0,001; p=0,002) e nos watts médio, a L-R pré e pós foram significativos quando ajustados pelo TMM total e da coxa (p<0,001). Conclusão: Nessa amostra de jovens do sexo feminino o ∆L-AngF demonstrou relação significativa e independente com o desempenho de força. Na potência muscular, o TMM total e da coxa foram os melhores preditores. Mais estudos, com diferentes intensidades e volumes são necessários para determinar a capacidade da L-BIA em monitorar o desempenho no sexo feminino.
- Item"Só mais um pouquinho": análise do efeito da imposição de um leve aumento da intensidade autosselecionada no afeto utilizando a teoria afetivo-reflexiva da inatividade fisica e do exercicio(Universidade Estadual do Norte do Paraná, 2024-12-18) Bilbao, Aline Cecília Ximenes de Andrade; Krinski, Kleverton; http://lattes.cnpq.br/5635930832976387Introdução: Apesar dos benefícios físicos e psicológicos advindos da adoção de um estilo de vida ativo estarem amparados em fortes evidências científicas e serem de conhecimento público, mais de um quarto da população mundial permanece fisicamente inativa. Por isso, a busca de estratégias para estimular a prática de exercício físico na população torna-se extremamente relevante. Este trabalho pode contribuir com o meio científico mediante o fornecimento de informações relacionadas ao impacto que um leve aumento da intensidade causa no afeto do participante sedentário dentro de uma mesma sessão de exercícios físicos, e consequentemente em sua adesão e aderência ao exercício físico. Objetivo: Investigar a influência provocada por um leve incremento na intensidade autosselecionada no prazer/desprazer de indivíduos sedentários, durante uma sessão de exercício na esteira ergométrica. Investigar se há influência de aspectos comportamentais (associações afetivas, proposições reflexivas e recursos de autorregulação) na variação do prazer experimentado pelo participante durante esta mesma sessão de exercício físico. Métodos: Esta foi uma pesquisa transversal e descritiva, tendo como participantes adultos fisicamente inativos de ambos os sexos, com idade entre 18 a 59 anos. Os participantes foram submetidos a testes para verificar suas avaliações afetivas (Teste Computadorizado de Associação Implícita), suas proposições reflexivas (Questionário de Atitudes Explícitas) e sua disponibilidade de recursos de autocontrole (Teste Computadorizado Go NoGo), no que diz respeito à inatividade e ao exercício físico. Ainda, exercitaram-se na esteira ergométrica, em intensidades autosselecionada e imposta, reportando periodicamente o afeto e a percepção de esforço sentidos. Resultados: As respostas de afeto diminuíram ao longo da sessão, com uma redução mais acentuada de aproximadamente 2 unidades na escala de sentimentos nos minutos 20 e 25 durante a intensidade imposta, em comparação aos primeiros 5 minutos da intensidade autosselecionada. Não foram encontradas relações significativas entre as medidas de associações implícitas e processos reflexivos com o afeto durante a sessão de exercício em intensidades autosselecionada e imposta. Conclusão: O presente estudo descobriu que o leve aumento da intensidade autosselecionada, dentro de uma mesma sessão de exercício físico na esteira ergométrica, causa efeitos análogos aos efeitos observados em pesquisas anteriores, com a queda do afeto reportado pelo participante.