Ciências da Saúde
URI Permanente desta comunidade
Navegar
Navegando Ciências da Saúde por Assunto "Diodos emissores de luz"
Agora exibindo 1 - 2 de 2
Resultados por página
Opções de Ordenação
- ItemEfeito agudo da Terapia de Fotobiomodulação sobre a resistência muscular: uma revisão sistemática e meta-análise(Universidade Estadual do Norte do Paraná, 2024-08-14) Aguirra, Pablo; Aguiar, Andreo Fernando; https://orcid.org/0000-0003-3337-2444; http://lattes.cnpq.br/0004657477950633Objetivo: A proposta deste trabalho foi conduzir uma meta-análise para investigar os possíveis efeitos da terapia de fotobiomodulação (TFBM), e a influência de potenciais fatores moderadores (fonte de luz [laser vs. diodos emissores de luz, LEDs], membro tratado [m. superior vs. m. inferior], sexo [homens vs. mulheres], e dose irradiada), sobre o número de repetições máximas em exercício resistidos em adultos saudáveis. Métodos: Uma pesquisa eletrônica foi conduzida nas bases de dados PubMed, Web of Science, Scopus, SportDiscus, CENTRAL e Embase, até maio de 2024. Os critérios de elegibilidade foram determinados pelo método PICO. O risco de viés dos estudos incluídos foi analisado por meio da ferramenta RoB 2, e a qualidade/certeza da evidência foi determinada pelo sistema GRADE. Os dados foram agrupados usando o modelo de efeito fixo, e expressos como diferença média padroniza (DMP) e intervalo de confiança de 95% (IC 95%). Resultados: Treze estudos foram incluídos na análise (n = 186 participantes). Houve um efeito global a favor da TFBM, comparado ao placebo (DMP95% = 0,44, p < 0,0001). Houve um efeito significante a favor do laser, comparado ao placebo (DMP95% = 0.53, p < 0,0001), mas não a favor dos LEDs (DMP95% = 0,22, p = 0,28). Na comparação entre os subgrupos, não houve diferença significante entre o laser vs. LEDs (interação, p = 0,15). Houve uma efeito significante da TFBM em ambos os membros inferiores (DMP95% = 0,36, p = 0,013) e superiores (DMP95% = 0,54, p < 0,001), comparados ao placebo. Na comparação entre os subgrupos, não houve diferença significante nos efeitos da TFBM entre os m. superiores vs. superiores (interação, p = 0,36). Houve uma efeito significante da TFBM, comparado ao placebo, nos estudos envolvendo somente homens (DMP95% = 0,61, p < 0,0001) e homens + mulheres (DMP95% = 0,43, p = 0,02), mas nenhum efeito foi encontrado nos estudos envolvendo somente mulheres (DMP95% = 0,17, p = 0,41). Na comparação entre os subgrupos, não houve diferença significante nos efeitos da TFBM entre os homens vs. mulheres vs. homens + mulheres (interação, p = 0,30). Não houve um efeito dose-resposta da TFBM (Slope; p = 0,68). Conclusão: A TFBM com laser (contrário aos LEDs) aumenta o número de repetições máximas em exercício resistido dinâmico em adultos jovens saudáveis, e este efeito parece não ser dose-dependente. A TFBM é eficaz para ambos os membros do corpo, com maior magnitude de efeito para os músculos do membro superior (bíceps braquial). Além disso, a TFBM apresentou eficácia somente nos estudos que incluíram homens. Os estudos apresentaram classificação boa a excelente, e a qualidade/certeza da evidência foi considerada moderada.
- ItemEfeitos da fotobiomodulação sobre o desempenho de corrida em adultos jovens treinados(Universidade Estadual do Norte do Paraná, 2022-12-08) Nascimento, Ana Paula do; Aguiar, Andreo Fernando; https://orcid.org/0000-0003-3337-2444; http://lattes.cnpq.br/0004657477950633Introdução: A terapia de fotobiomodulação (FBM) tem sido amplamente utilizada como uma estratégia ergogênica para melhorar o desempenho físico no contexto da saúde e esporte. No entanto, poucos estudos investigaram os efeitos da FBM no desempenho de corrida e os resultados permanecem contraditórios. Objetivo: Investigar o possível efeito dose-resposta da terapia de FBM sobre marcadores de desempenho de corrida em adultos jovens treinados (Estudo 1 – Ensaio Clínico Randomizado) e analisar a literatura atual sobre os efeitos da terapia de FBM no desempenho de corrida (Estudo 2 – Revisão Sistemática). Métodos: No estudo 1 foi empregado um desenho crossover, randomizado, duplo-cego e controlado com placebo, a fim de investigar os efeitos de diferentes doses de FBM (300 J, 900 J e 1260 J) sobre marcadores de desempenho de corrida na prova de 5 km. No estudo 1 foi empregado um ensaio clínico randomizado, duplo-cego, com delineamento crossover, no qual foram avaliados 18 corredores recreacionais de ambos os sexos (14 homens e 4 mulheres). Os participantes foram submetidos a 5 momentos de avaliação (M1–M5), separados por um período de washout de 2 semanas. No momento M1 foi realizada a coleta de dados basais (triagem e antropometria) e um teste de 5 km para a familiarização. Nos momentos M2–M5 os participantes receberam os tratamentos com FBM inativa (placebo) e FBM ativa (300 J, 900 J e 1260 J), de modo contrabalanceado, imediatamente antes do teste de corrida de 5 km. As doses de irradiação foram aplicadas no músculo quadríceps, isquiotibial e gastrocnêmio de ambas as pernas, por meio de um dispositivo contendo diodos emissores de luz (LEDs). As seguintes variáveis foram analisadas: tempo total e parcial de prova, percepção subjetiva de esforço (PSE) nos momentos pré, a cada 400 m e após o teste, e o nível de fadiga mental nos momentos pré e pós-teste. No estudo 2 foi realizada uma revisão sistemática da literatura nas bases de dados PubMed/Medline e Cochrane Library, a fim de determinar os efeitos ergogênicos da FBM sobre o desempenho de corrida em adultos jovens saudáveis. Os dados do estudo 1 e 2 foram submetidos a análise estatística apropriada. Resultados: Estudo 1 – Não houve diferença estatisticamente significante (p > 0,05) no tempo de corrida e na PSE entre as condições de tratamento (placebo vs. 300 J vs. 900 J vs. 1260 J). Houve aumento significante (p < 0,05) da fadiga mental após o teste de 5 km nas condições placebo, 300 J e 900 J, sem alteração (p > 0,05) com a irradiação de 1260 J. Estudo 2 – Não observamos um efeito geral a favor da terapia de FBM sobre o desempenho de corrida (SMD 95% = 0,13 [−0,03; 0,28]; p = 0,11). Conclusões: A terapia de FBM nas doses de 300, 900 e 1260 J não melhorou o tempo de prova e a PSE, mas atenuou o aumento da fadiga mental na dose de 1260 J após o teste de corrida de 5 km em adultos jovens treinados. A análise metaanalítica da literatura não constatou um efeito significante da FBM, comparada à condição placebo, sobre o desempenho de corrida (tempo contrarrelógio e tempo até exaustão).