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    Efeito agudo dos exercícios de Pilates sobre a pressão arterial em mulheres: ensaio crossover randomizado
    (Universidade Estadual do Norte do Paraná, 2025-04-10) Roldão, Bruna Rocha de Oliveira; Elias, Rui Gonçalves Marques; http://lattes.cnpq.br/2879582936542572
    Introdução: A hipertensão arterial é caracterizada pela elevação persistente dos níveis pressóricos sendo ≥140/90 mmHg. O risco de hipertensão aumenta com a idade, principalmente em mulheres que tem um menor risco até a menopausa. Por outro lado, os exercícios de Pilates tem sido utilizado no tratamento da doença com efeito hipotensor agudo sobre a pressão arterial podendo durar até 24 horas após uma única sessão. Objetivo: Verificar o efeito agudo dos exercícios de Pilates sobre a pressão arterial em mulheres. Método: O estudo contou com 15 mulheres com mais de 50 anos e pressão arterial elevada, em delineamento crossover randomizado. As participantes realizaram sessões agudas de caminhada (60–70% da FCmáx) e Pilates (10 exercícios), com duração de 50 minutos e intervalo de wash-out mínimo de 6 dias. A avaliação controle foi realizada juntamente com a triagem inicial, sem prática de exercícios. Durante as intervenções, foram avaliadas a frequência cardíaca, percepção de esforço e resposta afetiva em 10 momentos. A pressão arterial foi monitorada por meio da Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial com registro de 24 horas. Resultados: O estudo não apresentou resultados significativos entre as intervenções. As avaliações das escalas psicométricas apresentaram um aumento na relação afetiva sobre o protocolo do Método Pilates e os valores da FC se mantiveram durante a prática. Conclusão: Uma única sessão de exercícios de Pilates não foi suficiente para reduzir os níveis de pressão arterial, no entanto mais estudos são necessários para confirmar a aplicabilidade clínica.
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    Efeitos de duas sessões de dança em mulheres sobreviventes de câncer sobre passos/dia, ansiedade, depressão e qualidade de vida
    (Universidade Estadual do Norte do Paraná, 2025-08-08) Dias, Luiz Gustavo; Guariglia, Débora Alves; https://orcid.org/0000-0002-3774-1211; https://lattes.cnpq.br/2085783290451220
    Introdução: Estudos apontam que o número de casos de mulheres com câncer continua aumentando nos últimos anos, e se destaca em segundo lugar como o mais frequentemente diagnosticado com novos casos e causadores de morte. A prática de exercício físico se mostra um grande aliado para auxiliar durante e após o tratamento, proporcionando uma melhora em fatores psicológicos e fisiiológicos. Por outro lado, a redução da prática regular de exercício pode acabar piorando o quadro clínico da paciente aumentando os sintomas relacionados à ansiedade, depressão e piora da qualidade de vida. Objetivo: Analisar os efeitos de duas sessões de dança em mulheres sobreviventes de câncer sobre o nível de atividade física (passos/dia), ansiedade, depressão e qualidade de vida, durante um monitoramento de quatro semanas. Métodos: Estudo experimental caso-controle com 13 participantes (38–69 anos), recrutadas em Ourinhos-SP e Bandeirantes-PR. As participantes foram acompanhadas por quatro semanas, utilizando pedômetros para monitorar passos/dia e respondendo aos questionários HADS e WHOQOL-BREF. Foram realizadas duas sessões de dança de 50 minutos em cada grupo. Resultados: Observou-se diferença significativa no número de passos/dia apenas no período de 7 dias (p=0,039), indicando aumento transitório da atividade física. Não foram identificadas alterações significativas nos sintomas de ansiedade, depressão ou qualidade de vida. Conclusão: Duas sessões de dança podem atuar como estímulo inicial para maior movimentação diária, mas não são suficientes para promover mudanças na saúde mental e qualidade de vida. Estudos futuros devem investigar intervenções mais longas e frequentes para confirmar os benefícios da dança na reabilitação de sobreviventes de câncer.
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    Efeitos da suplementação de l-citrulina associada ao treinamento intervalado de alta intensidade sobre a massa muscular e percentual de gordura em pessoas idosas: uma revisão sistemática e meta-análise
    (Universidade Estadual do Norte do Paraná, 2025-02-22) Castelão, Letícia Gomes; Aguiar, Andreo Fernando; https://orcid.org/0000-0003-3337-2444; https://lattes.cnpq.br/0004657477950633
    Introdução: Estratégias de intervenção como o exercício físico e a suplementação nutricional estão relacionadas a melhorias na massa muscular e composição corporal de pessoas idosas. A combinação do treinamento intervalado de alta intensidade (HIIT) com a suplementação de lcitrulina (CIT) pode ser uma estratégia eficaz. Embora vários estudos tenham investigado os efeitos da CIT combinado ao exercício físico em pessoas idosas, até o momento, não há estudos meta-analíticos que confirmem sua eficácia especificamente com o HIIT. Objetivo: O objetivo desta meta-análise foi investigar os efeitos da CIT combinada com HIIT, no aumento da massa muscular e redução de gordura corporal em pessoas idosas. Métodos: Foram pesquisados sistematicamente ensaios clínicos randomizados (ECRs) nas seguintes bases de dados: PubMed, Web of Science, Embase, SPORTDiscus, CENTRAL e Scopus (última atualização em: 15 de outubro de 2024). Os critérios de elegibilidade foram definidos conforme a estratégia PICO. Os principais desfechos analisados foram massa magra e massa gorda, e os dados foram reunidos por meio do modelo de efeito fixo e expressos como diferença média padronizada e intervalo de confiança (IC) de 95%. O risco de viés foi avaliado por meio da escala PEDro, e a certeza da evidência foi analisada pelo sistema GRADE. Resultados: Quatro estudos (n = 221 participantes) foram incluídos. Não houve diferenças entre a suplementação de CIT associado ao HIIT nos ganhos de massa muscular (SMD = -0,001) e redução do percentual de gordura (SMD = -0,186) em comparação a condição placebo. Conclusão: Nossos achados indicam que a suplementação de CIT não traz benefícios adicionais quando combinada ao HITT no aumento da massa magra e redução de massa gorda na população idosa. No entanto, esses resultados devem ser interpretados com cautela, uma vez que a literatura ainda apresenta um número escasso de estudos envolvendo a CIT combinada com HIIT, resultando em certeza de evidência classificada como baixa. Estudos adicionais com tamanhos de amostra adequados são necessários para aumentar o poder estatístico em futuros estudos de meta-análises e, assim confirmar a (in)eficácia ergogênica da suplementação de CIT sobre esses desfechos.
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    Aceitação e o efeito de uma sessão de caminhada logo após a quimioterapia em pacientes com câncer de mama: um estudo piloto
    (Universidade Estadual do Norte do Paraná, 2025-04-08) Silva, Evandro Luiz Cardoso da; Guariglia, Débora Alves; https://orcid.org/0000-0002-3774-1211; https://lattes.cnpq.br/2085783290451220
    Introdução: O exercício físico tem se mostrado um excelente aliado no tratamento do câncer, porém, a maior parte dos pacientes sob tratamento não conseguem realizar quantidade mínima de atividade física recomendada, dessa forma, a investigação de intervenções curtas ou agudas são importantes para tentar proporcionar benefícios da atividade física durante o tratamento. Objetivo: Esse é um estudo piloto com o objetivo de verificar a aceitação de mulheres em tratamento do câncer na realização de uma sessão de caminhada no dia da quimioterapia, bem como verificar o efeito dessa intervenção sobre a fadiga, dor e qualidade de vida percebidos na semana após a quimioterapia. Metodologia: O presente estudo consiste em uma intervenção com o modelo crossover aleatorizado em mulheres com câncer de mama. As pacientes foram acompanhadas em duas sessões de quimioterapia, uma com e uma sem a realização da caminhada. A caminhada consistiu em uma sessão de aproximadamente 40 minutos, em uma intensidade de 61 a 71% FC máxima. Foram avaliados os efeitos do exercício nos seguintes desfechos: fadiga (FACT-F), dor (Inventário Breve de Dor) e qualidade de vida (FACT-B+4). Os dados foram analisados através do programa estatístico SPSS versão 26, no qual a comparação entre os desfechos adotados, nos diferentes momentos, foi avaliada pelo teste t para amostras pareadas ou pelo teste de Wilcoxon. Resultados: Trinta pacientes com câncer de mama foram abordadas para participarem do estudo, mas apenas 14 aceitaram participar e dentre elas, 9 pacientes conseguiram realizar por completo os 40 minutos de caminhada. Foi observado uma melhora no domínio de bem-estar físico (p=0,04) uma semana após a caminhada apenas entre as pacientes que conseguiram realizar o tempo total de caminhada. Não houve alterações nos desfechos de fadiga e dor. Conclusão: Uma sessão de caminhada logo após a quimioterapia, melhorou o domínio de bem-estar físico avaliado uma semana após a intervenção, entretanto, para fadiga e dor não foram observadas diferenças após a intervenção. Ainda, nossos achados indicaram que mesmo realizando apenas uma sessão, realizar exercício após a quimioterapia pode não ser acessível a todas as pacientes.
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    Relação entre a força muscular e os parâmetros da impedância bioelétrica total e localizada em adultos
    (Universidade Estadual do Norte do Paraná, 2024-12-05) Vaz, Brenda Carla de Sene; Ezequiel, Moreira Gonçalves; https://orcid.org/0000-0001-8470-9479; http://lattes.cnpq.br/3712055715302474
    Introdução: A análise de impedância bioelétrica (BIA) tem sido associada a variáveis de saúde importantes, para além da composição corporal, como o desempenho muscular. A BIA realizada de forma localizada em grupos musculares especificos (L-BIA) pode fornecer informações sobre a fisiologia e a integridade dos músculos analisados e auxiliar na compreensão da sua relação com força muscular, o que poderia facilitar a avaliação e monitoramento do desempenho de indivíduos em programas de treinamento resistido de forma prática, rápida e não invasiva. Objetivo: Verificar a relação entre a força muscular determinada pelo dinamômetro isocinético e os parâmetros da BIA e L-BIA em adultos jovens de ambos os sexos. Métodos: Trata-se de um estudo transversal. No total, 66 universitários (18 a 30 anos) foram incluídos no estudo (41 mulheres). Foram determinados massa gorda (MG em Kg) e relativa (%MG) e tecido mole magro (TMM em Kg) pela absorciometria por dupla emissão de raio-x (DXA), resistência (R), reactância (Xc) e ângulo de fase (AngF) total e localizada nos músculos do quadríceps (coxa) utilizando um equipamento de BIA tetrapolar unifrequência de 50 khz e o Pico de torque (PT) e pico de torque médio (PTM) isométrico e isocinético de extensão do joelho utilizando o dinamômetro isocinético. Resultados: O TMM foi a variável que melhor explicou a variância do PT e PTM isométrico e isocinético em ambos os sexos (R²ajust: ≥0,60; p<0,001). No sexo masculino, as variáveis R-total, Xc-total e Xc-coxa apresentaram maiores relações com os indicadares de força muscular (R²ajust: 0,25 a 0,45; p<0,05). No grupo feminino, a R-total e R-coxa foram os parâmetros da BIA que apresentaram maiores relações com os indicadares de força muscular (R²ajust: 0,25 a 0,46; p<0,05). Sendo, a R-coxa, o único parâmetro que explicou de forma significativa (β: -0,292; p=0,029) e independente do TMM um indicador de força muscular (PTM isométrico), todos os outros parâmetros da BIA total ou da coxa não demonstraram relações significativas de forma independente, quando ajustados pelo TMM. Na comparação entre os tercis do TMM, em ambos os sexos, foi observado que a quantidade de TMM influenciou na força muscular e nos parâmetros da BIA total e da coxa (p<0,05). Conclusão: Em nossa amostra, observamos relações significativas entre as variáveis da BIA total e localizada e as variáveis de força muscular em ambos os sexos, essas relações foram mais importantes considerando as variáveis R-total, Xc-total e Xc-coxa, no grupo masculino e R-coxa no grupo feminino. No entanto, com exceção da R-coxa no grupo feminino, que foi um preditor independente do PTM isométrico, todas as relações foram dependentes do TMM.