Potencial forrageiro da Moringa oleifera Lam para ensilagem em diferentes adubações e alturas da planta no momento do corte

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Data
2026
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Universidade Estadual do Norte do Paraná
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Resumo
O presente estudo avaliou o potencial forrageiro da Moringa oleifera Lam. destinada à ensilagem, analisando o efeito de diferentes fontes de adubação nitrogenada e alturas da planta no momento do corte sobre a produtividade e a composição bromatológica. Utilizou-se delineamento em blocos casualizados, com quatro tratamentos de adubação (Controle, Pó de Chifre e Casco – 100 kg N/ha, Ureia 100 – 100 kg N/ha e Ureia 200 – 200 kg N/ha), três alturas da planta (2,0; 3,0 e 4,0 m) e três repetições, totalizando 36 parcelas. Avaliaram-se o Diâmetro à Altura do Peito (DAP), a Produção de Matéria Verde (PMV), a Produção de Matéria Seca (PMS) e a composição bromatológica (Matéria Seca – MS, Proteína Bruta – PB, Fibra em Detergente Neutro – FDN, Cinzas e Nutrientes Digestíveis Totais – NDT). A altura da planta no momento do corte influenciou diretamente o desenvolvimento estrutural e a produtividade. O DAP aumentou linearmente, com o tratamento controle variando de 6,8 cm (2,0 m) para 19,2 cm (4,0 m). A Ureia 100 promoveu maior diâmetro inicial (11,4 cm aos 2,0 m), enquanto, aos 4,0 m, todos os tratamentos apresentaram valores superiores a 19,0 cm. A elevação da alturas da planta no momento do corte aumentou a biomassa da planta. No tratamento com 200 kg N/ha, a PMV passou de 39,7 para 122,2 ton/ha entre 2,0 e 4,0 m. A PMS no tratamento com Pó de Chifre e Casco atingiu 29,1 ton/ha aos 4,0 m, partindo de 4,8 ton/ha aos 2,0 m. O teor de MS variou entre 19,0% e 25,3%, indicando necessidade de ajuste da umidade para ensilagem direta. A qualidade nutricional diminuiu com o aumento da altura. A PB superou 12,0% aos 2,0 m e reduziu-se a 5% aos 4,0 m. A FDN manteve-se entre 60,0% e 62,8%, e o NDT variou de 51,2% a 55,6%, demonstrando estabilidade energética. A adubação nitrogenada não promoveu alterações significativas na composição química ou na produção dentro de cada altura. Conclui-se que a alturas da planta no momento do corte determina o manejo forrageiro da Moringa oleifera: o corte a 2,0 m maximiza o aporte proteico, enquanto o corte a 4,0 m maximiza a produção de biomassa, exigindo estratégias para correção da umidade e suplementação proteica.
Abstract
This study evaluated the forage potential of Moringa oleifera Lam. for silage, analyzing the effects of different nitrogen fertilization sources and plant cutting heights on productivity and bromatological composition. A randomized complete block design was used, with four fertilization treatments (Control, horn and hoof meal – 100 kg N/ha, Urea 100 – 100 kg N/ha, and Urea 200 – 200 kg N/ha), three cutting heights (2.0, 3.0, and 4.0 m), and three replications, totaling 36 experimental plots. The evaluated variables included diameter at breast height (DBH), green matter yield (GMY), dry matter yield (DMY), and bromatological composition (dry matter – DM, crude protein – CP, neutral detergent fiber – NDF, ash, and total digestible nutrients – TDN). Cutting height directly influenced structural development and productivity. DBH increased linearly, with the control treatment ranging from 6.8 cm at 2.0 m to 19.2 cm at 4.0 m. Urea 100 promoted greater initial diameter (11.4 cm at 2.0 m), whereas at 4.0 m all treatments exceeded 19.0 cm. Increasing cutting height substantially enhanced biomass production, with GMY rising from 39.7 to 122.2 ton/ha under 200 kg N/ha, and DMY reaching 29.1 ton/ha with horn and hoof meal at 4.0 m. Dry matter content ranged from 19.0% to 25.3%, indicating the need for moisture adjustment for direct ensiling. Nutritional quality decreased with increasing cutting height, with crude protein exceeding 12.0% at 2.0 m and declining to approximately 5.0% at 4.0 m. NDF (60.0–62.8%) and TDN (51.2–55.6%) remained relatively stable. Nitrogen fertilization did not significantly affect chemical composition or productivity within each cutting height. In conclusion, cutting height is the main factor determining forage management in Moringa oleifera, with lower cuts favoring protein content and higher cuts maximizing biomass production, requiring moisture correction and protein supplementation strategies for silage use.
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MANTOVANI, Tiago Marques. Potencial forrageiro da Moringa oleifera Lam para ensilagem em diferentes adubações e alturas da planta no momento do corte. Orientador: Petrônio Pinheiro Porto. 2026. 64 f. Dissertação (Mestrado em Agronomia) – Centro de Ciências Agrárias, Campus Luiz Meneghel, Universidade Estadual do Norte do Paraná, Bandeirantes, 2026.
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