Prática docente feminista: a construção de uma leitura decolonial do direito
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Data
2024-12-17
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Editor
Universidade Estadual do Norte do Paraná
Resumo
Esta tese expõe uma prática docente feminista realizada em duas Universidades do Paraná
(Universidade Estadual do Norte do Paraná – UENP e Universidade Estadual de Ponta Grossa –
UEPG), a partir de um relato autoetnográfico (pesquisadora encarnada), como busca da
concretização de uma leitura decolonial do Direito no processo de ensino jurídico. A problemática
desta pesquisa sustenta-se no questionamento sobre apagamentos de mulheres subalternizadas na
constituição de debates plurais, na produção das bases teóricas, na elaboração e desenvolvimento
de pesquisas feministas, aplicadas a práticas de ensino nos cursos formativos de Direito. Ao apontar
a existência de um direito moderno excludente, patriarcal e racista, a epistemologia feminista
decolonial constitui a hipótese levantada neste trabalho, de uma atuação feminista perpassando o
ensino jurídico e experiências docentes de rompimento com metodologias tradicionais e
hegemônicas. As experiências docentes apresentadas nesta oportunidade percorrem a escolha de
bases bibliográficas no exercício da docência; pesquisas científicas, projetos de extensão e
metodologias de ensino de protagonismos (estudantil, de mulheres subalternizadas, e da região
nordestina). O procedimento autoetnográfico acontece por meio do relato de experiências docentes
marcadas por uma metodologia feminista decolonial aplicada em sala de aula. A epistemologia
feminista decolonial resgata apagamentos no processo de construção dos saberes, de constituição
do ser e propõe uma ruptura com a perpetuação da lógica colonial de hierarquias de poder de gênero
e raça reproduzidas e reforçadas pelos estudos jurídicos. Por fim, há a compreensão de que a
concretização de uma prática docente feminista no Direito perpassa necessariamente pela
construção de uma leitura decolonial do Direito, bem como de uma política docente consciente das
desigualdades e falta de protagonismo de professoras, em todas as suas pluralidades (a partir de um
enfoque para as mães, nos termos do procedimento autoetnográfico aqui utilizado), dentro das
carreiras científicas. Romper com a lógica capitalista e patriarcal na prática docente significa
principalmente ampliar as possibilidades humanas para além do trabalho, em um movimento de
protagonismo feminista em sentido contrário à insuficiência das categorizações e aberto a
pluralidades de gênero, racializadas e regionais.
Descrição
Palavras-chave
Ensino Jurídico, Epistemologia feminista decolonial, Autoetnografia, Relatos de experiências docentes