A educação integral no Currículo em ação da rede pública do Estado de São Paulo: uma análise na perspectiva da Pedagogia Histórico-Critica

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Data
2025-03-12
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Universidade Estadual do Norte do Paraná
Resumo
Esta pesquisa visa analisar a concepção de Educação Integral presente no Currículo em Ação, na disciplina de Língua Portuguesa do sexto ano do ensino fundamental, implementado na rede pública do Estado de São Paulo. Para tanto, adotamos o Materialismo Histórico-Dialético como método de pesquisa, que nos permitiu analisar o objeto de pesquisa com base na categoria da totalidade. Por meio de fontes bibliográficas e documentais, buscamos responder à questão problematizadora: a proposta do Currículo em Ação contribui de maneira efetiva para o desenvolvimento integral dos estudantes? Os objetivos específicos da pesquisa incluem: compreender as concepções históricas de educação integral no contexto da educação brasileira, considerando as transformações sociais e suas implicações na formação humana; explorar as contraposições entre pedagogias hegemônicas e contra-hegemônicas em relação à formação humana; e realizar uma análise crítica do Currículo em Ação, investigando suas bases legais e como estas refletem interesses de classes. Como principal aporte teórico, utilizamos autores que abordam a Educação Integral numa perspectiva sócio-histórica, como Bomeny (2009), Cavaliere (2009, 2010), Coelho (2004, 2005, 2009), Gadotti (2009), Lopes (2022), Manacorda (2007), Piolli (2021), Saviani (2011), entre outros. Para nos aprofundarmos na educação escolar e na formação humana omnilateral, recorremos a Duarte (2016), Ferraro (2009), Mészaros (2008), Orso (2019, 2021), Saviani (2015, 2021a, 2021b), Xavier (1990), entre outros. Já para compreender os marcos legais da BNCC e do Currículo em Ação, foram fundamentais os estudos de Amaral (2022), Castro (2020), Perrenoud (1999), Sacristán (2013), Souza (2022) e Zabala e Arnau (2010). Por fim, o estudo constatou que a Educação Integral presente no discurso das políticas públicas está atrelada a uma lógica adaptativa que reforça a adequação ao mercado de trabalho. Esse direcionamento para metas mensuráveis, competências e habilidades contraria a perspectiva emancipatória defendida pela teoria contra-hegemônica, que entende a educação como um meio para a formação omnilateral do ser humano. Assim sendo, longe de promover a emancipação, essa concepção de Educação Integral resulta no esvaziamento de conteúdo e tende a reproduzir a divisão social do trabalho e a manutenção das desigualdades.
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Palavras-chave
Educação Básica, Educação integral, Currículo em ação, Pedagogia Histórico-Crítica
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