Ciências Sociais Aplicadas
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Navegando Ciências Sociais Aplicadas por Assunto "Autoetnografia"
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- ItemPrática docente feminista: a construção de uma leitura decolonial do direito(Universidade Estadual do Norte do Paraná, 2024-12-17) Santiago, Brunna Rabelo; Alves, Fernando de Brito; https://orcid.org/0000-0001-8917-4717; http://lattes.cnpq.br/1975997868167667Esta tese expõe uma prática docente feminista realizada em duas Universidades do Paraná (Universidade Estadual do Norte do Paraná – UENP e Universidade Estadual de Ponta Grossa – UEPG), a partir de um relato autoetnográfico (pesquisadora encarnada), como busca da concretização de uma leitura decolonial do Direito no processo de ensino jurídico. A problemática desta pesquisa sustenta-se no questionamento sobre apagamentos de mulheres subalternizadas na constituição de debates plurais, na produção das bases teóricas, na elaboração e desenvolvimento de pesquisas feministas, aplicadas a práticas de ensino nos cursos formativos de Direito. Ao apontar a existência de um direito moderno excludente, patriarcal e racista, a epistemologia feminista decolonial constitui a hipótese levantada neste trabalho, de uma atuação feminista perpassando o ensino jurídico e experiências docentes de rompimento com metodologias tradicionais e hegemônicas. As experiências docentes apresentadas nesta oportunidade percorrem a escolha de bases bibliográficas no exercício da docência; pesquisas científicas, projetos de extensão e metodologias de ensino de protagonismos (estudantil, de mulheres subalternizadas, e da região nordestina). O procedimento autoetnográfico acontece por meio do relato de experiências docentes marcadas por uma metodologia feminista decolonial aplicada em sala de aula. A epistemologia feminista decolonial resgata apagamentos no processo de construção dos saberes, de constituição do ser e propõe uma ruptura com a perpetuação da lógica colonial de hierarquias de poder de gênero e raça reproduzidas e reforçadas pelos estudos jurídicos. Por fim, há a compreensão de que a concretização de uma prática docente feminista no Direito perpassa necessariamente pela construção de uma leitura decolonial do Direito, bem como de uma política docente consciente das desigualdades e falta de protagonismo de professoras, em todas as suas pluralidades (a partir de um enfoque para as mães, nos termos do procedimento autoetnográfico aqui utilizado), dentro das carreiras científicas. Romper com a lógica capitalista e patriarcal na prática docente significa principalmente ampliar as possibilidades humanas para além do trabalho, em um movimento de protagonismo feminista em sentido contrário à insuficiência das categorizações e aberto a pluralidades de gênero, racializadas e regionais.